Processo evolutivo da Educação à Distância Autor Paulo Sabbanelli

Processo evolutivo da Educação à Distância

Este artigo tem como objetivo demonstrar o processo evolutivo da educação à distância, e estuda quais fatores levaram as pessoas desejarem o estudo livre de regras engessadas e modelos antiquados e lentos de grandes instituições de ensino.

Contextualização histórica do curso à distância

Atualmente conhecido como EAD (Educação à Distância), os cursos livre eram realizados por meio de correspondência, e o volume de inscritos eram suficientes para sustentar esse tipo de negócio, que teve como auge nos anos de 1980.

Esse fato caracteriza o primeiro registro de um curso realizado à distância.  Fonte: EAD.com.br – https://bit.ly/2MfpHKi

Apesar do período relatado, há passagens que comprovam que os cursos à distância por correspondência já aconteciam nos anos de 1700.

Em Boston, Estados Unidos, em 1728, O professor Caleb Phillips oferecia um curso de Taquigrafia para alunos em todo país, com materiais que ele enviava semanalmente pelo correio.

Após cem anos, em 1833, outros cursos com a mesma modelagem também surgiram, como por exemplo, o da Universidade da cidade de Lund, na Suécia.

Mais adiante, em 1840, começa mais um curso de taquigrafia, mas neste, havia um tema definido: taquigrafia de passagens bíblicas. O professor Isaac Pitman incentivava os alunos a escreverem postais com textos abreviados, de acordo com o que era ensinado no curso.  

Curso à Distência Realizado por Correspondência
Curso à Distência Realizado por Correspondência

Atualmente, é possível aprender línguas conversando diretamente com o professor pela internet, mas essa modalidade de EAD já existia há mais de 160 anos, com início datado em 1856, na Alemanha.

Se no princípio, os cursos à distância tinha como foco em cursos profissionalizantes, dedicados às pessoas que tinham necessidade de aprender algo rapidamente, sem barreiras geolocalizadas, agora a modalidade está disponível para todos os níveis de escolaridade.

É interessante notar que, o avanço da  metodologia acompanhou de perto o avanço tecnológico, bem como o comportamento das pessoas frente às facilidades que a intenet trás.

Hoje, é possível aprender desde o ensino fundamental até pós-graduação em praticamente qualquer área do conhecimento.

O contexto e os resultados históricos comprovam a “mudança de mãos” que o formato EAD sofreu, saindo das instituições e ocupando seu lugar aos professores ou não professores que compartilham seu conhecimento por meio da internet.

Vale dizer ainda que, de acordo com a vice-presidente do Instituto Monitor, Elaine Guarisi, “em meados de 1985 havia 10 mil matrículas por mês em cursos livres”. Já em 1990, o número de cartas caiu para mil. Fonte: Educação UOL: https://bit.ly/2IzyhU3

O público-alvo da época em questão, eram pessoas que precisavam de qualificação rápida ou que não possuiam renda ou condições sociais para engressar em uma faculdade. Ou, ainda, que não tinham o aperfeiçoamento em seus locais de origem.

Resumo cronológico

  • Até os anos 1910: cursos por correspondência baseados em materiais impressos.
  • A partir da década de 1910: uso de slides e audiovisuais como materiais adicionais.
  • Décadas de 1910 até 1940: neste período, que compreendeu as duas grandes guerras mundiais, o rádio foi utilizado para transmitir conteúdos.
  • Década de 1950: com a invenção da TV, começaram também as primeiras experiências de telecursos.
  • Década de 1970: as tecnologias deste período são as TVs via satélite e a cabo, que também foram usadas para transmissão de conteúdos.
  • Década de 1990: início dos cursos por computador (via CD-ROM) e depois pela internet.
  • Anos 2000 até 2019: a internet e a indústria de tecnologia de ensino incentivaram a qualquer pessoa com um conhecimento específico, criar um conteúdo que possa ser vendido pela internet.

Fontes  de pesquisa:

Paulo Sabbanelli

Como Produtor Editorial e Publisher de Portais Segmentados, Paulo Sabbanelli é responsável por atuar na concepção de produtos de mídia. Gerencia e executa projetos digitais há 20 anos, desde a concepção da ideia, escolhendo as matérias-primas mais adequadas à formatação dos produtos. É formado em Comunicação Institucional, pela Uniban, e tem amplo conhecimento sobre tecnologias para internet. Atualmente, faz MBA em Marketing Digital, na Faculdade Metropolitana, tendo como principal campo de estudo, o Processo Evolutivo da Educação à Distância.

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